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04/10/2016
Pais devem estar atentos a mordidas e tapas

Por mais pacífica que uma família seja, especialistas admitem que é praticamente impossível evitar a fase em que crianças pequenas mordem, dão tapas e chutes, seja nos pais ou amigos. Embora muitos se espantem ou até percam a paciência quando o filho age assim, na grande maioria das vezes, não há motivos para grandes preocupações – a fase vai passar. De 1 a 4 anos de idade, essas reações impulsivas são resultado natural do desejo de expressar vontades somado à pouca experiência dos pequenos no domínio das próprias emoções.

No entanto, não é por se tratar de algo comum no desenvolvimento infantil que essa conduta deva ser ignorada ou aceita. Além de machucados graves quando ocorre entre crianças, o comportamento agressivo pode se tornar um hábito quando as agressões não são corrigidas e levar pais a entrarem em conflito nas escolas infantis. Por mais que as hostilidades se repitam mesmo após várias chamadas de atenção, é a constância e a clareza na instrução que farão a diferença para a criança compreender porque não se resolve problemas batendo nos outros.

A reportagem conversou com profissionais acostumados a lidar com a situação e preparou uma lista com dicas úteis aos pais que não sabem como agir diante da ira de seus pequenos lutadores. Contribuíram com a reportagem a psicopedagoga e diretora da Escola Santo Anjo, Siona Boiko; a coordenadora pedagógica de educação infantil do Colégio Sion – Batel, Katia Beltrami; e a psicóloga e diretora da Escola do Bosque – Mananciais, Lélia Bueno.

Olhe nos olhos

Pais de primeira viagem, principalmente, tendem a ficar atordoados diante do choro compulsivo e da birra que geralmente acompanham as reações agressivas, mas o nervosismo só agrava a situação, já que a criança identifica bem a expressão de emoção dos pais. Para a professora Siona Boiko, nesses momentos é preciso exercitar a serenidade e a firmeza. “Mantenha a calma e o controle da situação. Fale olhando nos olhos da criança e procure compreender os seus sentimentos.” A acolhida, no entanto, não exclui a necessária correção. “A autoridade dos pais deve ser exercida, pois os filhos precisam sentir esse direcionamento para uma educação saudável e equilibrada”, diz Siona.

Mostre outras opções

As reações físicas são as mais impulsivas das formas para se resolver um problema ou extravasar uma frustração, mas crianças na primeira infância simplesmente não conhecem outras opções. Cabe ao adulto ensiná-la e incentivá-la a expressar o que quer e o que sente de outro jeito: falando. Para isso, não é preciso recorrer a técnicas sofisticadas. Apenas diga à criança o que ela deve fazer quando quiser tal coisa e tome muito cuidado com o próprio exemplo. Filhos pequenos não aprendem apenas com o que seus pais dizem, mas também com o que fazem.

Seja simples e direto

O raciocínio de uma criança não funciona como o dos pais. Por isso, evite broncas que tentem fazê-la pensar em hipóteses ao estilo “como você se sentiria se...?”. A pergunta tende a confundi-la e é possível que ela nem vincule o questionamento ao comportamento que se pretende corrigir. “O nível de compreensão dessas crianças ainda é rudimentar e tudo nelas ainda é muito físico”, explica a psicóloga Lélia Bueno. A simplicidade de gestos, como o de mostrar à criança onde ela machucou o outro e fazê-la pedir desculpas, tende a ser mais eficaz, por mais repetições que esse gesto exija.

Cuidado com a tevê

A tendência a imitar comportamentos também se aplica àquilo que as crianças veem na tevê ou na internet. Na tevê aberta, principalmente, os desenhos animados são interrompidos por comerciais nem sempre adequados ao público infantil. O mesmo tem ocorrido em sites como o YouTube, no qual vídeos são iniciados por propagandas diversas. Algumas instituições, como a Academia Americana de Pediatria, recomendam que menores de 2 anos não assistam à tevê. A recomendação dos analistas consultados pela reportagem é de que essa atividade seja sempre acompanhada pelos pais.

Fale com a escola

Muitas crianças comportam-se de um jeito em casa e de outro na escola e, às vezes, os gestos agressivos acabam se concentrando em um único ambiente. “A comunicação entre escola e família tem de ser sincera e constante sobre esse assunto”, alerta a pedagoga Kátia Beltrami. Essa diferenciação no comportamento pode ser indício de algo que vai além de impulsos normais da infância. Se houver algum problema, ele só será descoberto com a colaboração de todas as pessoas que passam o dia com a criança.

Fonte: Gazeta do Povo

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